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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Prazo para revisão cadastral do Bolsa Família encerra nesta sexta-feira

bolsa-familiaEncerra amanhã (13), o prazo para a revisão cadastral do programa Bolsa Família do Governo Federal. A Secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (Sethas), convida as famílias que ainda não atualizaram os dados, a comparecerem a qualquer unidade de Cadastro Único (CadÚnico), Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou a secretaria de assistência social do município para regularizar a situação dentro do Programa.
De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (Mds), no mês de outubro, mais de 29 mil famílias precisavam fazer a atualização dos dados no Rio Grande do Norte. O último levantamento do MDS em novembro deste ano mostrou que no Estado, mais de 21 mil beneficiários ainda necessitava regularizar a situação.
Os beneficiários precisam atualizar os seguintes dados: documentação, endereço, telefone, renda, composição familiar e informações escolares das crianças e adolescentes. Para que o processo seja realizado com sucesso é importante a apresentação de um comprovante de residência, uma conta de energia elétrica e pelo menos um documento de cada membro pertencente a família cadastrada, além da declaração escolar dos membros matriculados na rede pública de ensino.

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO REALIZOU REUNIÃO PEDAGÓGICA E ADMINISTRATIVA COM OS GESTORES

Foi realizado no último dia 10/12 (terça-feira passada) na Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Apodi uma reunião com as equipes gestoras das escolas e professores alfabetizadores com o objetvo de Analisar junto as equipes gestoras das escolas a programação do seminário de encerramento dos professores alfabetizadores, 1º ao 3º ANO e turmas multisseriadas, Discutir o resultado da provinha Brasil e questionário da avaliação nacional da alfabetização-ANA e a Apresentação da programação do seminário de encerramento dos professores alfabetizadores


 Veja alguns registros!!







quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

CÂMARA MUNICIPAL DE APODI-RN APROVA LEI QUE AUTORIZA O ENSINO DE ESPANHOL NO ENSINO FUNDAMENTAL NAS ESCOLAS DO MUNICÍPIO

Na última sessão ordinária do período legislativo de 2013, (nesta quarta-feira, 11/12), a Câmara Municipal de Apodi-RN, aprovou por unanimidade, o projeto de lei Nº 092/2013, que tramitava desde 19 de setembro do corrente ano, de autoria da vereadora Soneth Ferreira (PDT), que dispõe sobre a inclusão da disciplina de Língua Espanhola na grade curricular das escolas da rede municipal de ensino.

O referido projeto se deu como forma de atender à demanda dos professores de Língua Espanhola (particularmente devido à oferta do referido curso no Núcleo da UERN de Apodi) e também pelo fato do espanhol estar expandindo-se exponencialmente, sendo atualmente, considerada a segunda língua mais falada no Ocidente e a terceira no planeta, já superando os quatrocentos milhões de habitantes que a utilizam como língua materna, representados por mais de 20 países dos cinco continentes, além de diversos meios de comunicação (jornais, televisão e internet) que a retransmitem para todo o globo, inclusive nos EUA. 

No caso específico do Brasil, com o advento do MERCOSUL, aprender espanhol deixou de ser um luxo intelectual para se tornar praticamente uma emergência. Além do MERCOSUL, que já é uma realidade, temos ao longo de nossa fronteira um enorme mercado, tanto do ponto de vista comercial como cultural. Porém, esse mercado não fala nosso idioma. Com a exceção de três pequenos enclaves não hispânicos no extremo norte do continente (a Guiana, o Suriname e a Guiana Francesa) todos os países desse mercado falam espanhol. Mas, além da América do Sul, temos a América Central e o México onde também predomina o idioma espanhol. (SEDYCIAS, 2005, p. 35).

Desta forma, a vereadora Soneth Ferreira percebeu que não poderíamos ignorar a necessidade da aprendizagem dessa importante língua como instrumento de socialização e qualificação profissional, haja visto diversas empresas já exigirem o espanhol como pré-requisito de contratação, principalmente ligadas ao turismo com o advento da Copa do Mundo no próximo ano.

Outro fator que respaldou a importância desse projeto foi que já está em curso no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) a oferta de livros de espanhol para o Ensino Fundamental de 6º a 9º ano, que estão sendo adquiridos e distribuídos pelo MEC desde 2011, já estando disponível para os alunos onde a Língua Espanhola é ofertada.

Também ressaltamos que nas escolas particulares do nosso município esta disciplina já vem sendo ofertada no Ensino Fundamental, o que incorre em uma concorrência desleal com os alunos da rede pública, além de uma maior dificuldade de adaptação ao Ensino Médio, onde também existe a oferta da Língua Espanhola.
Outro ponto que também merece relevância é o fato da implantação do Programa Mais Médicos, onde grande maioria dos profissionais vem de países que têm o espanhol, como língua oficial, facilitando assim a comunicação e a adaptação entre as diferentes culturas, haja visto que os aspectos culturais também são abordados pelos professores.

Assim, a vereadora Soneth Ferreira finaliza: “não podemos privar nossos estudantes de obter esse aprendizado, pois correríamos o risco de levá-los a perder diversas oportunidades, nos aspectos culturais, sociais e econômicos”.

GABINETE DA VEREADORA MARIA SONETH DA SILVA FERREIRA GOMES (PDT)
Mandato coletivo e participativo.
Fonte: Blog do Toinho

NOTÍCIAS DA EDUCAÇÃO

EDUCAÇÃO, A BASE DE TUDO

O fato de a China ser hoje a segunda economia do mundo, ameaçando ultrapassar os Estados Unidos, chama a atenção da Educação como fonte e caminho para o desenvolvimento de um país. A política educacional como estratégia indutora do desenvolvimento mostra o rigor dos chineses com os estudos, a meritocracia, a adesão ao espírito e conceito de Albert Einstein, pelo qual o conhecimento resulta de 1% de inspiração e de 99% de transpiração, e o esforço das políticas públicas em favor da Educação de qualidade em massa. A lição que temos que aprender e que também nos ensinam o Japão, a Coreia, a Alemanha, entre outros, é que a Educação deve ser tratada com disciplina, tecnologia e inovação, mas que, mesmo em salas de aulas simples, sem maiores recursos tecnológicos, um bom Professor pode dar uma boa aula.

Afinal, boas Escolas elevam a qualidade da Educação, garantem melhor desempenho profissional e respondem pelo desenvolvimento econômico e social de um país. O investimento sistemático em Educação universal, com programas de excelência em todos os níveis, se constitui no pilar essencial para um país alcançar o desenvolvimento econômico e se tornar uma próspera sociedade industrial, a exemplo dos países já citados.

O governo federal anuncia mais investimentos em ciência e tecnologia e no Programa de Financiamento do Ensino Superior (Fies). Por meio do Programa Ciência sem Fronteiras, foi multiplicado por cinco o número de bolsas de estudo no exterior para os estudantes brasileiros nos próximos três anos, totalizando 101 mil bolsas, com o objetivo de expandir e internacionalizar a inovação e a competitividade da ciência e da tecnologia nacionais. São Alunos de graduação e pós-graduação que vão estudar com as grandes cabeças do mundo acadêmico internacional. É um salto qualitativo que precisamos avançar.

E mais: o Congresso Nacional aprovou e a presidente Dilma sancionou a lei que aplicará 75% dos royalties do petróleo na Educação e 25% na saúde, além de destinar 50% dos rendimentos dos royalties do Fundo Social do Pré-Sal para esses dois setores. O ministro Aloizio Mercadante anunciou em entrevista, em 11 de setembro, que a expectativa de recursos é de R$ 368 bilhões nos próximos 30 anos, podendo chegar a R$ 500 bilhões — meio trilhão de reais.

Com esses recursos, o desafio que o Ministério da Educação tem pela frente é se conscientizar da necessidade da economia de recursos para a expansão do Ensino superior público, desenvolvido pelo Programa de Expansão das Instituições Federação de Educação Superior e o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). Ali foram investidos mais de R$ 2 bilhões para criar cerca de 200 mil novas vagas.

Foram fundadas 14 novas universidades e 126 novos câmpus universitários públicos. Enquanto isso, as instituições de Ensino superior privadas contam com uma capacidade ociosa de 1,4 milhão de vagas. Anualmente, temos cerca de 900 mil Alunos que se formam no Ensino médio e não conseguem ingressar no Ensino superior. É o que mostra o Educador Renato Amaro Zângaro, chamando a atenção para o potencial das IES privadas para expandir o acesso ao Ensino superior de qualidade.

Apesar do investimento em instituições públicas, verifica-se que 75% dos Alunos são matriculados em instituições de Ensino superior privadas. São necessários avanços para a obtenção de investimentos públicos mais baixos, aproveitando-se a estrutura das instituições de Ensino superior privadas, a um custo menor do que investir em instituições de Ensino superior públicas.

E a Educação deve se enfatizar também no Ensino básico, na Alfabetização de adultos, no Ensino médio e no sentido técnico profissionalizante, este por intermédio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que visa ampliar, interiorizar e democratizar a oferta de cursos de Educação profissional e tecnológico.

Afinal, a Educação é a alavanca que o Brasil precisa para promover a inclusão e a justiça sociais do seu povo, elevar o nível de empregos, o nível de renda, a saúde e a segurança e, nunca é demais repetir, é a base de tudo.

http://www.correiobraziliense.com.br/



CONVITE

Dando prosseguimento às ações de formação do Pacto Nacional Pela Alfabetização na Idade CertaPNAIC, informamos que realizaremos o seminário de encerramento, com Ênfase em Alfabetização e Letramento, dia 13/12/2013, conforme programação no folder em anexo. Assim sendo, temos o prazer em convidar Vsª e equipe para compartilhar conosco as experiências vivenciadas pelos Professores Alfabetizadores de 1°, 2°, 3° ano e Turmas Multisseriadas no decorrer da formação.
Atenciosamente:
Mara Marlizete Duarte Marinho Paiva
Secretária Municipal de Educação
eEquipe do PNAIC Local

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Festa da padroeira tem apoio da prefeitura e noite patrocinada pela secretaria de Educação do município

Secretário Adjunto de Educação Pedro Bandeira e Grupo Cia Arte 

Os Festejos da Padroeira Nossa Senhora da Conceição foram encerrados no último dia (08), com a tradicional procissão e o prefeito Flaviano Monteiro acompanhando o cortejo com a imagem da santa e cumprimentando os fieis ao longo do percurso.

A festa que durou 10 dias teve apoio da prefeitura e a noite do dia 05 de dezembro foi patrocinada pela secretaria de Educação do município que teve abertura com apresentação da Cia Arte sem Limites de Mossoró/RN com uma dança espanhola e o Show das Cadeirantes.

Participaram ainda da noite da educação, o grupo Sou Vencedor Não Uso Drogas, idealizado pelo policial Jackson França e apresentação de Peça sobre o consumo de álcool, apresentada pelos Alunos da Escola Municipal Francisco Targino da Costa – Soledade que tem como diretores Ocelino Moreira e Michele Feitosa.
Cia Arte sem Limites de Mossoró/RN

O Projeto Intervalo com Cultura foi apresentado pelo maestro José Marcone, da Banda de Música Antônio de Pádua Leite. O Tributo a Luiz Gonzaga foi feito pelos flautista do  Projeto Criança Feliz Toca Luiz, que se apresentam nas escolas durante o intervalo.

Crianças do quarto ano do Colégio Nossa Senhora da Conceição desfilaram com roupas costumizadas de material reciclável, projeto idealizado pela professora Suzana Noronha e pelo figurinista Fernando Calixto.

No final, o Padre Maciel agradeceu a Prefeitura de Apodi pelo apoio a festa, e especialmente à Secretaria de Educação, através da secretária Mara Duarte e adjunto Pedro Bandeira.

Fotos: Jânio Duarte

Comentário do Blog: Parabenizo o secretário adjunto Pedro Bandeira por ser um profissional que vem desenvolvendo um excelente trabalho de inovação a frente da pasta da Educação e o seu envolvimento junto a sociedade com a titular Mara Marlizete e por isso merece todo respeito e reconhecimento pelo seu trabalho. 

Polícia Federal abre mais de 560 vagas para nível médio e superior

A Diretoria de Gestão de Pessoal (DGP) da Polícia Federal publicou  no dia 21 de novembro de 2013, o Edital nº 028/2013, do Concurso Público, com 566 vagas de classe A, padrão I, para cargos de nível médio e superior do Plano Especial de Cargos. O certame está sob a responsabilidade do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB).
As vagas disponíveis para nível superior estão distribuídas entre os cargos de Administrador (4), Arquivista (2), Assistente Social (6 + 1 PNE), Contador (4 + 1 PNE), Engenheiro Civil (4 + 1 PNE), Engenheiro Eletricista (3), Engenheiro Mecânico (3) e Psicólogo (3). Os profissionais aprovados nestas funções devem atuar em Brasília (DF).
Já as 534 vagas para nível médio são para Agente Administrativo e destinadas para as demais Unidades Federativas, localizadas nos seguintes estados: Acre (4), Alagoas (2), Amazonas (6 + 1 PNE), Amapá (5 + 1 PNE), Bahia (14 + 1 PNE), Ceará (7 + 1 PNE), Distrito Federal (260 + 14 PNE), Espírito Santo (7 + 1 PNE), Goiás (5 + 1 PNE), Maranhão (9 + 1 PNE), Minas Gerais (14 + 1 PNE), Mato Grosso do Sul (13 + 1 PNE), Mato Grosso (9 + 1 PNE), Pará (12 + 1 PNE), Paraíba (2), Pernambuco (8 + 1 PNE), Piauí (3), Paraná (14 + 1 PNE), Rio de Janeiro (21 + 2 PNE), Rio Grande do Norte (6 + 1 PNE), Rondônia (7 + 1 PNE), Roraima (5 + 1 PNE), Rio Grande do Sul (15 + 1 PNE), Santa Catarina (6 + 1 PNE), Sergipe (4), São Paulo (33 + 2 PNE) e Tocantins (4 + 1 PNE).
Os aprovados nos cargos de nível médio farão jus à remuneração R$ 3.316,77, enquanto que para os de nível superior o valor será de R$ 4.039,32, e R$ 5.081,18, para Engenheiros. A jornada de trabalho de todos os profissionais será de 40h semanais, e serão subordinados ao Regime Jurídico Único dos Servidores Civis da União, das Autarquias e das Fundações Públicas Federais (Lei nº. 8.112, de 11 de dezembro de 1990, e suas alterações).
As inscrições devem ser realizadas entre os dias 1º e 23 de dezembro de 2013, por meio de preenchimento do formulário disponível no site www.cespe.unb.br. Os candidatos além de atenderem aos requisitos exigidos devem efetuar o pagamento da taxa correspondente ao nível de escolaridade escolhido, sendo de R$ 60,00 para médio e R$ 70,00, para superior. O pagamento deve ocorrer até 15 de janeiro de 2014.
Só poderão solicitar isenção de pagamento da taxa, candidatos que estejam inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e que sejam membros de família de baixa renda, nos termos do Decreto nº. 6.135, de 26 de junho de 2007.
Este certame será composto de Prova Objetiva de conhecimentos básicos e específicos, com 120 questões, para todos os inscritos; e Prova Discursiva de 30 linhas, sobre tema relacionado a conhecimentos específicos do cargo (nível superior). Essas provas ocorrerão na data provável de 16 de fevereiro de 2014, no turno da manhã para cargos de nível superior e da tarde, para nível médio. Os locais e horários serão divulgados no site da Cespe, na data prevista de 7 de fevereiro de 2014. Os candidatos que se declararem portadores de necessidades especiais (PNE), deverão realizar as provas em uma única etapa na cidade de Brasília - DF. Já os demais podem optar pelas outras capitais.

Correios selecionam Jovens Aprendizes em diversas cidades brasileiras

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT, tornou pública a abertura do período de inscrições para o Processo Seletivo nº 1.417/2013, destinado ao provimento de 2.529 vagas para jovens aprendizes, em diversas cidades de todos os estados brasileiros.
Podem participar deste certame, alunos que possuem entre 14 e 22 anos completos, e que frequentem a escola, caso não haja concluído o ensino médio. O vencimento devido aos aprovados será de R$ 318,26, acrescida ainda de vale-transporte e vale-refeição.
As inscrições seguem de 16 de dezembro de 2013 a 5 de janeiro de 2014, exclusivamente pelo site www.correios.com.br.
Os estudantes inscritos serão avaliados por meio das etapas de Inscrição, Comprovação dos Requisitos, e classificados de acordo com a Renda Familiar, Aprovação Escolar e Participação em Programas Sociais.
Mais informações, podem ser obtidas no site www.correios.com.br, ou nos Editais de Abertura, disponíveis em nosso site.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

CONCURSO PÚBLICO PARA A PREFEITURA

O prazo para inscrição no concurso da Prefeitura de João Pessoa se encerra hoje segunda-feira (9/12), de acordo com o edital de retificação publicado no dia 2 de dezembro. Estão sendo oferecidas 1,3 mil vagas de nível médio e superior. Os interessados devem acessar o site da Fundação Getúlio Vargas, organizadora da prova.
Para o nível médio a taxa de inscrição é R$ 49 e para o superior é R$ 69. Os salários oferecidos vão de R$ 806 a R$ 2.250. O pagamento poderá ser feito até o dia 10 de dezembro.
As vagas de nível superior são para o cargo de professor, sendo 450 destinadas à educação básica I e 550 para a educação básica II nas disciplinas de português, ciências, história, geografia, educação física, dança e teatro.
Ainda estão sendo ofertadas 100 vagas para os cargos de assistente social escolar, orientador educacional, supervisor escolar e psicólogo escolar, todas também exigindo nível superior.Para o nível médio, o concurso tem vagas são para o cargo de agente educacional I.

NOTÍCIAS DA EDUCAÇÃO


Desigualdade no acesso à educação formal no país começa no berço

A desigualdade no acesso à educação formal no Brasil começa antes de a matrícula em instituição de ensino ser obrigatória, aos 4 anos de idade. Dados divulgados ontem pelo IBGE, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2012, indicam que 33,9% das crianças com 2 ou 3 anos frequentavam creche no ano passado. No entanto, no grupo dos 20% mais pobres da população, a proporção era de 21,9%, quase três vezes menos que os 63% alcançados pelos 20% mais ricos. A disparidade continua, embora menor, na faixa de 4 e 5 anos, em que 78,2% das crianças brasileiras frequentam escola, percentual que cai para 71,2% no caso das incluídas na fatia com menor renda e sobe para 92,5%, entre as mais ricas.

O Plano Nacional de Educação (PNE) "permanece desafiador”, avalia o IBGE, já que ele pretende ampliar para 50% até 2020 o atendimento escolar de crianças com até 3 anos e universalizar até 2016 o acesso daquelas com 4 e 5 anos. "Os anos iniciais da infância são cruciais para o desenvolvimento cognitivo. Nesse período, determinados estímulos ou experiências exercem maior influência, em especial nas habilidades envolvidas no processo de aprendizado da linguagem”, afirma um trecho da pesquisa "Uma análise das condições de vida da população brasileira - 2013”. "Atrasar o estímulo dessas habilidades torna muito mais difícil obter os mesmos resultados mais tarde, podendo significar uma perda de potencial humano, o que não pode ser ignorado na formulação de políticas públicas educacionais”, continua.

"O grande desafio é aumentar o atendimento na educação infantil com qualidade. Não adianta só arrumar vagas, não queremos depositar as crianças em qualquer lugar. Parques e pátios, por exemplo, são fundamentais para a proposta pedagógica infantil. As crianças precisam se movimentar, correr, brincar, não podem ficar confinadas dentro de uma sala”, aponta a especialista em políticas de educação infantil Lívia Fraga, professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atingir as metas fixadas no PNE é "muito difícil”, classifica. "O problema é que, em geral, a rede física da educação infantil é muito precária. Os municípios vão ter que fazer muitos esforços”, avalia.

AUMENTO DA ESCOLARIZAÇÃO Apesar das desigualdades, as taxas de escolarização aumentaram. De 2002 a 2012, o número de crianças até 3 anos matriculadas em creches aumentou de 11,7% para 21,2%, enquanto na faixa de 4 a 5 anos o índice saltou de 56,7% para 78,2%.

A média de anos de escolaridade para pessoas com 25 anos ou mais também cresceu, mas é desigual para ricos e pobres. Em 2012, os brasileiros tinha 7,6 anos de estudo, contra 6,1 em 2002. A média dos 20% com menor renda subiu 63,4%, de 3,3 anos para 5,2. O número, porém, é menos da metade dos 10,7 anos dos 20% que ganham mais, que em 2002 tinham 9,7 anos médios. Os índices de matrículas na série recomendada para a faixa etária aumentou. Na população de 18 a 24 anos de idade, por exemplo, a proporção que frequentava o ensino superior era de 9,8% em 2002 e passou para 15,1%.

http://www.em.com.br/